Participação em ações políticas - São Paulo
Manifestação de 2 de outubro contra Bolsonaro
Além do impeachment do presidente, o protesto foi contra a atuação do governo federal na pandemia do coronavírus, as denúncias de corrupção investigadas na CPI da Covid-19, a alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis. Lideranças de partidos como PDT, PT, PSOL, Rede, PC do B e PSDB discursaram no ato.
Manifestantes realizam mais um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde deste sábado (2), na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Às 16h30, pelo menos 10 quarteirões estavam ocupados por manifestantes. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou os 18 quarteirões da Avenida Paulista.
Por volta das 13 horas, dez carros de som ocuparam a via entre os cruzamento com as ruas Pamplona e Consolação, sendo que o palanque principal foi montado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
De acordo com os organizadores, não houve passeata e o protesto ficou concentrado na Avenida Paulista até às 18h15, quando os participantes começaram a dispersar.
Além do impeachment de Bolsonaro, os organizadores dizem protestar contra a atuação do governo federal durante a pandemia do coronavírus, o alto número de mortes pela doença, as denúncias de corrupção investigadas na CPI da Covid-19 no Congresso Nacional, em defesa da democracia, do emprego, contra a alta dos preços dos alimentos, da conta de luz, do gás de cozinha e dos combustíveis.
Discursos
O ato na Avenida Paulista reuniu lideranças políticas de vários partidos de centro e de esquerda, como Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Marcelo Freixo e Guilherme Boulos (PSOL), Heloisa Helena (Rede), Manuela D’Ávila e Orlando Silva (PC do B), Paulinho da Força (Solidariedade), além de Fernando Alfredo (PSDB).
Nos discursos, eles acentuaram a necessidade de impeachment de Jair Bolsonaro antes da eleição de 2022, “para resolver os problemas econômicos do país”.
"O Brasil não aguenta esperar até o fim de 2022. Não aguenta mais 500 dias de genocídio e de fome. O Brasil de verdade e real não é aquele que desfilou aqui no 7 de setembro. O Brasil real é o que está na fila do osso e não consegue pagar R$ 120 reais no botijão, ou comer com a inflação descontrolada. Não vamos nos iludir com cartinha de Bolsonaro escrita por Michel Temer. Não podemos recuar e temos que ocupar as ruas até o impeachment do genocida”
Guilherme BoulosPSOL
“Nós estamos aqui porque o povo quer comer e o Bolsonaro não deixa, quer estudar e trabalhar, mas o governo Bolsonaro não deixa. A cada dia que passa ele destrói uma política pública e deixa o povo à mingua, comendo osso. Esse governo tem que acabar antes de eleição, porque o povo não aguenta mais. Pergunte ao povo da periferia, do campo, aos desempregos, se 'é possível esperar um ano para acabar com esse pesadelo?'”
Fernando HaddadPT
"O impeachment de Bolsonaro é a única opção que a nação brasileira tem de se proteger contra um golpe de estado. Bolsonaro é uma serpente venenosa que está se organizando para dar um golpe no Brasil. Só há um jeito de nós impedirmos o golpe do Bolsonaro no Brasil: é o povo na rua, de forma ampla, reunindo todos os democratas dessa nação. Bolsonaro está destruindo a economia nacional e é responsável por mais de 600 mil mortes de brasileiros"
Ciro GomesPDT













